Painel TDI · Diagnóstico

O que encontramos na operação

Discovery: 22/07Dores em três níveis de prioridade

1 A leitura do diagnóstico

O Dr. Paulo tem uma audiência grande e madura, conteúdo técnico autoral e um posicionamento claro de "sem dor, sem corte". A demanda existe e a autoridade está construída. O que trava o crescimento não é a falta de lead, é a forma como a operação registra e trata esse lead. Ele mesmo resume: "a gente tá no escuro, atirando pra tudo quanto é lado e sobrevivendo". As dores abaixo estão em três níveis, do que bloqueia receita hoje ao que é risco a tratar antes de escalar.

2 Prioridade 1 · bloqueiam receita hoje

Dor 1

A audiência não vira base

São mais de 21 mil seguidores em conta verificada e nenhum mecanismo de captura. O contato nasce e morre na DM. Se o Instagram cair ou a conta for restrita, a base vai junto. Todo o investimento de anos em conteúdo não virou ativo próprio.

Dor 2

O funil não é medido

"A gente não tem dado de nada. Todo mundo perde dado pra gente." Não dá para dizer quantos contatos chegaram, quantos viraram consulta, quantos fecharam, nem de onde vieram. Sem isso, qualquer decisão de investir em tráfego é chute.

Dor 3

O lead morre na acolhida

"A maioria tá morrendo lá em cima, no meu bom dia." O lead do tráfego para logo na primeira mensagem e não avança para a conversa. Não existe alerta de resposta nem acompanhamento de quem parou.

Dor 4

Fechamento baixo e no-show alto

A taxa de fechamento da consulta para tratamento está em 46%, considerada baixa pelo próprio Paulo. E o no-show pesa: 36 agendamentos no mês ate o dia 22, com 12 faltas. "Tá tendo muito no-show." Sem CRM, o orçamento em aberto de cinco dígitos evapora sem ninguém perceber.

3 Prioridade 2 · custam crescimento

Dor 5

Sem CRM, controle na planilha

O acompanhamento comercial vive em Excel e no Acelerato, uma extensão do WhatsApp por etiquetas, sem relatório e sem acesso remoto. O Clinicorp registra o orçamento, mas não faz jornada comercial. "O CRM ser só um lugar onde eu vejo o nome do lead e não tenho como intervir na conversa."

Dor 6

Sem esteira de pós-tratamento

Paciente de lente e implante tem retorno previsível de 6 meses, mas hoje depende de alguém lembrar. Não há rotina automática de pré e pós-operatório, nem cadência de manutenção estruturada.

Dor 7

Sem programa de indicação

Há muita recomendação orgânica, "é o paciente que encaminhou a mulher, a filha", mas nada que transforme o paciente satisfeito em indicação rastreada. O ativo existe e não é aproveitado.

Dor 8

Site antigo e sem medição

O site tem "cara de 20 anos atrás", ficou sem responsável quando o gestor de tráfego saiu e não tem formulário, agendamento nem rastreamento. Precisa ser reformulado para rodar Google Ads.

4 Prioridade 3 · risco e compliance

Dor 9

Publicidade odontológica a auditar

A Resolução CFO 196/2019 permite antes e depois com Termo de Consentimento assinado, mas veda imagem do "durante", sensacionalismo e promessa de resultado. Antes de colocar verba de tráfego em cima do acervo, é preciso confirmar o consentimento de cada paciente exibido. Não foi tratado na call.

Dor 10

Base sem consentimento para disparo

O plano prevê disparo para 600 e mais de 1.200 contatos e reativação de base. Isso pede base legal, opt-out em toda mensagem e registro de consentimento, dentro da LGPD. Também não foi tratado na call e entra como risco explícito.

5 Um achado de marca

A autoridade vive no perfil pessoal. A força de marca está no Instagram @dr.paulo.cruz, conta verificada com mais de 21 mil seguidores e acervo de milhares de posts. Como há uma terceira sócia que quer o nome da clínica, o Paulo e a Pri decidiram concentrar a comunicação na marca pessoal deles: "tudo que a gente for comunicar vai ser para mim e para ela". O sistema acompanha essa escolha.